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Março 12, 2020

Possibilidade de reserva na internet entre as novidades no acesso à montanha do Pico

Os visitantes autónomos (sem guia) que queiram subir à montanha do Pico, nos Açores, terão a possibilidade de fazer a reserva ‘on-line’ a partir do próximo mês de abril, avançou hoje o diretor regional do Ambiente.

“Provavelmente a [medida] que terá mais impacto para a generalidade dos visitantes é a possibilidade de os visitantes autónomos poderem a partir do próximo mês efetuar reservas para a subida à montanha através da plataforma eletrónica“, afirmou à agência Lusa Hernâni Jorge.

Até agora, os caminhantes autónomos que quisessem subir à montanha do Pico estavam obrigados a fazer a inscrição na Casa da Montanha (posto de apoio aos caminhantes).

A possibilidade de inscrição ‘on-line’, em montanhapico.azores.gov.pt, destinado ao acesso à montanha do Pico, estava apenas disponível a guias turísticos, sendo que a partir de 01 de abril passará a estar disponível a todos os interessados.

Outra das medidas anunciadas durante a apresentação das alterações ao regulamento de acesso à montanha, que decorreu hoje no Pico, é a obrigatoriedade de acompanhamento de guia durante os períodos em que a Casa da Montanha estará encerrada, à exceção dos residentes nos Açores.

“A partir do próximo mês de abril, as subidas fora do período de funcionamento da Casa da Montanha só podem ser feitas por residentes nos Açores ou acompanhados por guias da montanha, no sentido de criar mais condições de segurança aos visitantes”, destacou o diretor regional.

O período de funcionamento da Casa da Montanha também irá ser alargado, estando aberta “ininterruptamente” de sexta-feira a domingo durante o mês de abril enquanto que em maio estará de portas abertas todos os dias durante 24 horas, tal como já acontecia em junho.

Hernâni Jorge adiantou que passará também a ser exigido às empresas que assegurem um guia por cada 12 visitantes (atualmente a relação é de um para 15), como forma de “promover uma maior qualidade do serviço”.

O acesso ao piquinho (elevação no cume da montanha) também irá sofrer alterações, passando o tempo de permanência de 30 para 20 minutos e o preço das taxas de cinco para 10 euros para visitantes autónomos.

Para as empresas que operam na montanha, as taxas de acesso ao piquinho passam de dois para cinco euros, existindo um desconto de 50% para empresas parceiras do Parque Natural.

O diretor regional do Ambiente frisou que estas alterações fazem parte de “um processo normal de acompanhamento e monitorização da aplicação do regulamento” de acesso à montanha que existe há 10 anos.

“Nos últimos anos, mais ou menos de dois em dois anos, são promovidas alterações ao regulamento, com um diálogo permanente com os guias da montanha, individualmente e através da associação representativa”, destacou.

Hernâni Jorge afirmou que as medidas visam assegurar o “objetivo da preservação do património natural”, numa montanha que tem tido “um aumento de visitantes”.

Em 2019, foram registadas mais de 20 mil subidas à montanha do Pico, o ponto mais alto de Portugal, com 2.351 metros.

Categoria: Turismo
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